Eu só quero (sempre quando você pensar em mim) estar por aqui digitando mensagens. Estar ensaiando em você, com toda inspiração que me causa. Hoje ainda mais, um dia após o delírio. Eu só preciso que me escute. As minhas palavras doces. De carinho. De desejo. De paixão. Rimadas no seu ouvido. Isso, aproveite os poucos dias que te adoro. Com desejo de sufocar. É o que sinto agora, é o que eu sinto, saudade. Lembrando de você. Que agora nem é mais meu. Mas fique bem, fique feliz, estarei aqui pra cuidar de você. Tomar conta como se fosse o meu garotinho brincando no parque. E se queres liberdade, que voe alto. Indo com o vento. Indo e voltando. O vento sempre volta. Meio empoeirado, mas volta. O que não volta é o tempo. Segue. Te queria no meu colo agora. Ou na minha cama. Abraçados, juntinhos. Lembra de uma vez, você estava no meu colo, fazia carinhos, nos olhávamos. Você aproximou seu rosto do meu e riu. Perguntei o que era, porém, como a habitual resposta, escutei um "nada". Distraido sem nem mais esperar entender, você disse: "gosto do seu cheiro". Fiquei mudo. Pra isso não tenho palavras. Você deve até achar que é um problema, e olha, talvez seja, principalmente na nossa situação. Entretanto, daqui a pouco irás descobrir, minha mudez foi falta de resposta. Falta de palavras. O emudamento que só você me causa. E eu só espero que, dá próxima vez, quando quiser falar baixinho novamente, diga "eu te amo" e ponto.
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abril 13, 2011
dezembro 18, 2010
Eu e a saudade.
Problema novo, que não é novo, é antigo. Chama-se saudade. Problema que não pode ser resolvido. Problema que não pode ser esquecido. Não consigo fazer vista grossa, a maldita me rouba o ar. E eu choro. Choro da saudade que não me abandona. Choro no chuveiro, choro na praça, choro na frente do espelho, choro dentro dessa catedral. Deus, é o fim. Deveria estar em reverência à ti, mas estou com a droga dell e chorando de saudades. Choro por dentro. Olhando pra caixa de entrada e pensando no que não quero ler. Se eu ler vai me dar mais saudades. Pensando nas fotos que eu deveria rasgar, mas as fotografias na minha mente trazem muito mais saudades. Eu não sou forte, sou não, mãe, me abraça. Eu quero matar ela. Afundar no mais profundo poço. Deixar no meio do abismo. Mas estou so. Eu e a maldita saudade. Eu tento fugir dela, mas pra onde eu vou ela esta. E quanto mais eu corro, mais ela se aproxima. E deixa um gosto amargo. Pelos beijos desperdiçados, abraços despedaçados e o choro. Ultima lembrança do meu unico romance. E se vai com o coro, mais uma vez essa saudade. Ouço as rezas em francês e, mesmo sem compreender uma palavra penso que elas são pra nos. Eu e você.
setembro 06, 2010
Caminhos de transe são
Os meus pés querem seguir um caminho sem rumo
Passar numa terra sem dono
Quer conhecer uma pátria sem emblema
Voltar para uma casa que não é o seu lar.
Meus olhos querem ver faces desconhecidas
Abraçar com olhares novos amigos
Conversar com a história,
a sua história que está sendo contada lá.
A minha pele precisa sentir ventos frios,
queimar no calor incandescente que só essa superfície tem.
Tocar nessas crianças que correm atrás de qualquer coisa (pipa, cachorro, bola, poeira...).
Minha alma quer falar a sua língua
que nem é materna.
Quer escutar essas vozes que parecem música.
A minha garganta hoje tem
Sede do desconhecido.
manobras e truques:
alma,
desconhecido,
distante,
saudade
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